quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Capítulo 31 - Viver Economizando

A primeira impressão que você, leitor , pode ter ao ler o título do capítulo é que isso seja uma dica de economia...lamento, não é. É uma crítica a economia, não a financeira ; a de sentimentos.

Pra variar, a aula de psicologia acessa minha veia de curiosa e ouvinte atenta(nunca neguei que eu amo psicologia!) e é por isso que em plena quinta feira , madrugadinha, tô eu aqui postando. A grande questão levantada em sala hoje foi o quanto economizamos , nos reservamos para viver. Economizamos palavras por medo de falar demais ou por falta de vontade ; Economizamos abraços, beijos, apertos de mão por timidez ; Economizamos sentimentos para nos pouparmos. A grande realidade é que nos escondemos, nos privamos. Nnguém quer se expor, dar a cara a tapa de verdade por medo da quieta. Isso é perder, perder muito da vida. Aí, foi abordado o conselho de perdedor e vencedor...basicamente , o que foi colocado é que o perdedor vive na espera, não age e fica na carona do carro(ameeei a analogia!). Claro que todos nós passamos por experiências dolorosas, traumáticas e ficamos como ratinhos de laboratórios condicionados , mas não dá pra viver sempre na economia. Hey, tu já deu um abraço naquela pessoa que é importante pra ti hoje? Já disse pra alguém o quanto tu considera? Já disse pra alguém o quanto essa pessoa não está enxergando as coisas? Já?

A economia de sentimentos , palavras, beijos e abraços é muito triste. Quem não arrisca não petisca, gente. De verdade. É se reprimir por demais, é perder momentos de ouro. Claro, não to dizendo pra você sair por ai loqueando abraçando todos os cachorros rottweilers que você encontrar na sua frente, né... mas pense sobre isso, sobre se
doar, para poder receber.

E lembrem-se sempre : "A gente colhe o que a gente planta."

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Capítulo 30 - O que é amor?

Primeiramente, obrigado a todos os visitantes pelos comments, e principalmente agradecer a ilustríssima presença da Stella Florence por aqui, muito fofo teu recado!

Sábado, 7:30 da manhã, parada de ônibus rumo a faculdade : eis que surge uma guria, da minha idade e começa a puxar trova fiada comigo...ela parece ser legal mas no entanto não estava muito bem, começa a desabafar sobre o relacionamento dela e da vingança que ela armou para o companheiro que chegou bebum em casa(escondeu seus documentos e carteiras, ou melhor, levou pra aula com ela). Castigo, foi um castigo dos bons, certamente.

Sábado, em torno das 9:30 da manhã, aula de ética e filosofia : eis que assistimos um vídeo sobre Schopenhauer , o filósofo e sua nada 'graciosa' visão do amor. Para quem não sabe , Schopenhauer defendia o amor como uma manifestação inconsciente de perpetuar a espécie e que casamento era o caminho para duas pessoas se odiarem profundamente. No vídeo, outro filósofo falava a respeito dele e exemplifica com cenas do cotidiano, ao cúmulo de chegar nas festas e perguntar para as mulheres "VocÊ sabia que você está aqui para procriar?" e obviamente as respostas não foram muito,ahn, amigáveis.

Sábado, de tarde em casa...WTF é o amor então? É um conjunto de relações biológicas que a gente olha pra uma pessoa x e inconscientemente pensa "hmmm...ótimo genes, vamos ter ótimos filhos"? É a gente bloquear o namorado em casa e matar de preocupação tirando algo importante? É o que, aifnal?

Pensando como o Schopenhauer , eu me deprimo. Não é possível que não exista coisa além do que atração biológica...isso entra muito naquele lance de 'nascer,crescer,reproduzir,morrer'...já tira um pouco(pouco?!) da história do que é o sentido da vida afinal.É triste, é vazio pra caramba pensar assim.

Porque tanta gente tenta conceituar isso?Uns amam de um jeito e outros de outro jeito, chega a ser lógico. As intensidades não importam, cada um a sua maneira. Se for para sofrer miseravelmente, desculpa, não é amor. Se for para não acreditar no outro, não é amor.

Amor , na modesta opinião da louca que vos escreve é cumplicidade. Sem isso, amor não é porcaria nenhuma.

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Capítulo 29 - 24 anos, (?) homens , 3 tatuagens

Esse título obviamente é uma referência ao livro maravilhoso que eu devorei hoje literalmente lendo "32 anos, homens tatuagens" da Stella Florence...e em menos de 4 horas! Recomendo para todos os leitores do blog, inclusive o público masculino. Ao ler esse livro, certamente em algum momento as mulheres se identificarão, como a Stella diz "Todas as mulheres têm 32 anos"...não, eu não tenho 32 anos , tenho 24. Não vou dizer o número de homens que passaram na minha vida porque né...hahahahaha...não é o foco!Tenho 3 tatuagens, mas elas não foram feitas para 'expelir' todos os caras que passaram na minha vida, se bem que eu considero a minha última como uma representação da liberdade, do despreendimento e da independência que eu adquiri esse ano...ENFIM. Mas então, me identifiquei um pouco com a tempestuosidade da personagem, um pouco da impulsividade(que particularmente eu invejo, eu tenho um pouquinho, mas deveria ter um pouco mais pra ser equilibrado...), muita coragem pra falar o que pensa, de uma autenticidade invejável...e de uma loucura em determinados pontos da história que tu bota a mão na cabeça e diz "que louca!!".

Minha interpretação do último capítulo em que o título é "Todas as mulheres têm 32 anos" é que realmente, não importa a idade : se é 15, 23, 56... tem coisas da personalidade feminina que não é de uma idade: é desde sempre.E tais coisas nos tornam especiais, cada uma à sua maneira.

Outra coisa que eu destaco é o bom humor e a forma leve que ela tratou relacionamentos...como é importante conhecer seus limites e olhar para si.

Sei lá, a mensagem básica que eu quero passar é: Se amem. Se amem muito...E curtam a vida ;)

Soundtrack que embalou o post [ In My Life - The Beatles]

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Capítulo 28 - Repetições

Minha mãe sempre conta que quando era criança, eu chamava exaustivamente ela de mamãe "inê" sem parar, que eu escutava as mesmas músicas da Xuxa repetidamente. Hoje , eu continuo escutando músicas que eu gosto repetidamente(óbvio que não é Xuxa, né!), continuo repetindo métodos certos para estudar, repetindo gestos que geram boas coisas, repetindo comidas que eu gosto, repetindo roupas ... mas também repito erros. Repito situações. Repito muitas coisas. É natural repetir, faz parte da vida. Deve ter alguma cláusula no livro da vida que repetição é a forma de aprendizado mais ralada que existe no mundo e que no entanto, é a forma de aprendizado que mais ignoramos.Porque repetimos acertos e erros?Os acertos são fáceis de saber porque, mas os erros...ah, os erros! Voltamos a repetir no impulso, e tentamos reverter mas não tem como. O mais difícil é cometer o erro em plena consciência, ou cometer o erro porque nosso emocional tá no dedo do pé, e por um momento o erro não é erro, ele satisfaz. Depois, ele é um erro...e pesa!

As vezes, repetimos por conhecer a resposta, e conhecendo a resposta estamos seguros. Temos medo do novo, medo de inovar e então repetimos. Repetições são boas, não to dizendo que é de todo mal, porque se aprende horrores com elas..mas quando não souber parar de repetir, é ruim...

Temos que saber dar o fim do REPEAT na nossa trilha sonora da vida. Mas como?

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Capítulo 27 - A Pressa

Corremos. Corremos contra o tempo, corremos contra os acontecimentos, corremos da naturalidade. Corremos e Corremos. Corremos para nos formar, corremos para chegar a tempo num lugar, corremos para nos arrumar, corremos para arranjar o par perfeito, corremos para chegar primeiro que o concorrente, corremos para falar. Algumas vezes, a conseqüência dessas corridas é a vitória, outras, a perda.
Correndo para nos formar, perdemos de nos formar com quem está no ritmo certo e perdemos a convivência e amizade daqueles que entraram contigo...
Correr para chegar a tempo no serivço, na faculdade , significa perder o café da manhã, que é importante e é contra o ritmo natural...
Correr para nos arrumar nos faz perder outros momentos...
Correr para arranjar a pessoa perfeita, bom, you know...encontram-se bombas relógios ..
Correr para chegar primeiro que o concorrente significa abdicar de muitas coisas.
Correr para falar , perde o sentido real das palavras.

Tudo ao seu tempo, no seu tempo e no seu lugar certo. Sem pular etapas. Viva, viva com calma. Pode não existir amanhã, mas nem por isso apresse tudo. Viver na pressa é perder muitas coisas. É encontrar-se sozinho no futuro, e quando passou o futuro, puft, passado vazio.


Planeje, viva. Viva no presente. Passado não muda mais, futuro muda. Presente então...nem se fala.

Seguidores queridos e malucos!