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quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Capítulo 31 - Viver Economizando

A primeira impressão que você, leitor , pode ter ao ler o título do capítulo é que isso seja uma dica de economia...lamento, não é. É uma crítica a economia, não a financeira ; a de sentimentos.

Pra variar, a aula de psicologia acessa minha veia de curiosa e ouvinte atenta(nunca neguei que eu amo psicologia!) e é por isso que em plena quinta feira , madrugadinha, tô eu aqui postando. A grande questão levantada em sala hoje foi o quanto economizamos , nos reservamos para viver. Economizamos palavras por medo de falar demais ou por falta de vontade ; Economizamos abraços, beijos, apertos de mão por timidez ; Economizamos sentimentos para nos pouparmos. A grande realidade é que nos escondemos, nos privamos. Nnguém quer se expor, dar a cara a tapa de verdade por medo da quieta. Isso é perder, perder muito da vida. Aí, foi abordado o conselho de perdedor e vencedor...basicamente , o que foi colocado é que o perdedor vive na espera, não age e fica na carona do carro(ameeei a analogia!). Claro que todos nós passamos por experiências dolorosas, traumáticas e ficamos como ratinhos de laboratórios condicionados , mas não dá pra viver sempre na economia. Hey, tu já deu um abraço naquela pessoa que é importante pra ti hoje? Já disse pra alguém o quanto tu considera? Já disse pra alguém o quanto essa pessoa não está enxergando as coisas? Já?

A economia de sentimentos , palavras, beijos e abraços é muito triste. Quem não arrisca não petisca, gente. De verdade. É se reprimir por demais, é perder momentos de ouro. Claro, não to dizendo pra você sair por ai loqueando abraçando todos os cachorros rottweilers que você encontrar na sua frente, né... mas pense sobre isso, sobre se
doar, para poder receber.

E lembrem-se sempre : "A gente colhe o que a gente planta."

sábado, 8 de agosto de 2009

Capitulo 16 - Seguindo em frente

Acredito que um das maiores dificuldades da humanidade em geral é seguir em frente com a vida.O encerrar o ciclo é doloroso, dificíl e exige nosso renascimento em todos os sentidos. As pessoas se prendem a um passado sem sentido, morto ,destrutivo por hábito e conforto. A grande verdade é que não somos perfeitos e muito menos eternos, e então, nada na vida é eterno.
É dificil mesmo. A gente se apega a coisas que foram boas para uma fase da vida e acha que tais coisas são boas para sempre, só que não são. A gente muda, o mundo muda e os sentimentos obviamente, mudam.

Por muitas vezes, ao longo da vida, carregamos cadáveres(fantasmas)nas costas que nos pesam mas não temos coragem de deixá-los por medo de arrepender-se,por medo de sofrer,por otimismo de as coisas mudarem e salvarmos a situação. por medo do futuro, ah o futuro...como ele nos assusta e nos faz querer se esconder na última gaveta do armário..."E se ninguém me amar?" "E se eu não achar alguém?" "E se eu não for feliz?" "E se eu descobrir que no fundo sempre fui sozinho?" "E se eu não conseguir?" são perguntas que nos fazemos quando temos que enfrentar qualquer situação que envolva o futuro, tanto pra relacionamentos quanto pra comprar uma casa. O Futuro não é tão pavoroso assim, true history.O Futuro é gracioso, bonito e nos dá esperança : ajuda a internalizar e externalizar o que passamos, guardando o necessário e descartando o que não nos serve - faz parte do nosso amadurecimento e é realmente assim que se segue em frente. E se ficássemos presos ao mesmo, como seriam nossas vidas?

Não existe final feliz, porque se existisse seria muito sem graça; o que existe são diversos finais- tristes ou felizes porque a vida é um circulo muito gigante e além. Vamos conquistando o que vamos plantando no nosso jardim,mudando as flores, mudando as estações e seguindo em frente.

Cada um tem uma maneira de lidar com término de fases e deixar o passado no seu respectivo lugar de várias formas: gritando e quebrando coisas materiais ou abstratas do passado, se vingando, utilizando outras pessoas como instrumento de infelicidade sem resolver seus problemas internos, gastando o dinheiro que não tem,comendo compulsivamente... não importa o que se faz, a realidade é que temos descobrir o que nos fará sofrer menos e o que nos fará sair de tal situação sem cortes. Temos que buscar a paz interior e seguir em frente.

Para encerrar esse post, deixo aqui um texto sobre desapego...

"Sempre é preciso saber quando uma etapa chega ao final. Se insistirmos em permanecer nela mais do que o tempo necessário, perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver. Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos. Não importa o nome que damos o que importa é deixar no passado os momentos que já se acabaram. As coisas passam, e o melhor que fazemos é deixar que elas possam ir embora. Deixar ir embora. Soltar. Desprender-se. Ninguém está jogando nesta vida com cartas marcadas, portanto às vezes ganhamos, e às vezes perdemos. Antes de começar um capítulo novo, é preciso terminar o antigo: diga a si mesmo que o que passou, jamais voltará. Lembre-se de que houve uma época em que podia viver sem aquilo - nada é insubstituível, um hábito não é uma necessidade. Encerrando ciclos. Não por causa do orgulho, por incapacidade, ou por soberba, mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na sua vida. Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira.""

terça-feira, 30 de junho de 2009

Novo blog

Olá,

Sempre fui entusiasta de blogs, tive um durante 2 anos e meio(era até pelo blogspot, mas eu era a Nathy Kiedis...hehehe)até que enchi o saco e sai a viver e não voltei mais. Não sei porque associei o blog com limitação de vida, enfim, um preconceito bobo que eu criei mas era hipócrita de ter o blog, se é por isso.

Cá estou eu, depois de 4 anos, voltando ao mundinho dos blogs. Porque eu voltei a ter um blog? Porque estou sentindo uma necessidade ABSURDA de escrever. Claro que isso aqui não é um desfile da minha vida pessoal que vai incluir detalhes sórdidos, longe disso, é puramente para filosofar..Prometo postar sob efeito de alcool tbm...hahahaha!

Inaugurando as filosofias, hoje tava lá na PUC, depois de ter almoçada com meu amigo Xuxu(sim, eu dou apelidos estranhos pra todos meus amigos...hehehee) e fui abordada por crianças de 5a série do colégio Champagnat(que fica quase dentro da PUC...) . Eles queriam uma breve entrevista pro trabalho de religião, e sei lá, já passei por essas de ser "pesquisadora" e me prestei a responder as perguntas, e lógico, que a primeira pergunta que me veio na cabeça que eles iriam fazer é se eu acreditava em deus : Dito e feito, mas foi tipo a penúltima pergunta. O que eles perguntaram me pertubou um pouco, confesso ; Eles perguntaram o que era felicidade e eu rapidamente respondi que eram todos os momentos(é, to no otimismo way of life mas to me ralando por isso, enfim, não vou perder a fé...) e perguntaram também se eu era feliz e porquê.
OH MY GOD, REALIZA: 14:00,terça feira que antecede meu aniversário de 24 anoss, campus central, indo pro banco, crianças abordam perguntando se eu era feliz e porquê...te juro, bloqueei de um jeito que nem lembro o que respondi. Juro que não to fazendo isso por lamentação do tipo "morram de pena de mim, não sei se sou feliz", pelo contrário, repensando agora eu tenho CERTEZA de que sou feliz, mas é da minha maneira e ponto.De um ano pra cá mudei muita coisa em termos de conceito e descobri que sou completa sozinha, que não preciso de outra pessoa para culpar pela infelicidade, caso ela exista...É engraçado pensar sobre Felicidade: muitos dizem que não são porque não tem alguém do lado, ou porque não conseguiram comprar tal coisa ou porcarias do gênero...É muito relativo,mas o que eu sei é que não são momentos. É uma escolha que tu faz e ponto.


Sem mais delongas, só eu vou ler isso total né.

Soundtrack : [Ludov - Todo esse ar]

Seguidores queridos e malucos!