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segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Capítulo 30 - O que é amor?

Primeiramente, obrigado a todos os visitantes pelos comments, e principalmente agradecer a ilustríssima presença da Stella Florence por aqui, muito fofo teu recado!

Sábado, 7:30 da manhã, parada de ônibus rumo a faculdade : eis que surge uma guria, da minha idade e começa a puxar trova fiada comigo...ela parece ser legal mas no entanto não estava muito bem, começa a desabafar sobre o relacionamento dela e da vingança que ela armou para o companheiro que chegou bebum em casa(escondeu seus documentos e carteiras, ou melhor, levou pra aula com ela). Castigo, foi um castigo dos bons, certamente.

Sábado, em torno das 9:30 da manhã, aula de ética e filosofia : eis que assistimos um vídeo sobre Schopenhauer , o filósofo e sua nada 'graciosa' visão do amor. Para quem não sabe , Schopenhauer defendia o amor como uma manifestação inconsciente de perpetuar a espécie e que casamento era o caminho para duas pessoas se odiarem profundamente. No vídeo, outro filósofo falava a respeito dele e exemplifica com cenas do cotidiano, ao cúmulo de chegar nas festas e perguntar para as mulheres "VocÊ sabia que você está aqui para procriar?" e obviamente as respostas não foram muito,ahn, amigáveis.

Sábado, de tarde em casa...WTF é o amor então? É um conjunto de relações biológicas que a gente olha pra uma pessoa x e inconscientemente pensa "hmmm...ótimo genes, vamos ter ótimos filhos"? É a gente bloquear o namorado em casa e matar de preocupação tirando algo importante? É o que, aifnal?

Pensando como o Schopenhauer , eu me deprimo. Não é possível que não exista coisa além do que atração biológica...isso entra muito naquele lance de 'nascer,crescer,reproduzir,morrer'...já tira um pouco(pouco?!) da história do que é o sentido da vida afinal.É triste, é vazio pra caramba pensar assim.

Porque tanta gente tenta conceituar isso?Uns amam de um jeito e outros de outro jeito, chega a ser lógico. As intensidades não importam, cada um a sua maneira. Se for para sofrer miseravelmente, desculpa, não é amor. Se for para não acreditar no outro, não é amor.

Amor , na modesta opinião da louca que vos escreve é cumplicidade. Sem isso, amor não é porcaria nenhuma.

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Capítulo 23 - Meu tempo, seu tempo

Porque cada um tem seu tempo?
Você, buscando pela sua liberdade: financeira, amorosa,profissional...não importa, sua liberdade. Talvez, você quer isso mas inconscientemente quer se aprisionar, se sossegar...deitar num colo e contar seus problemas. A outra pessoa não quer. Ela quer liberdade. E você quer a prisão. Parabéns, temos um impasse.

Porque cada um tem seu tempo? Simples, não somos iguais.

Se não somos iguais...porque nos identificamos com as pessoas? Nos identificamos por momentos ou pela alma mesmo? Alguém por ai famoso já dizia que não somos mais o que éramos há um minuto, então não deve ser pela alma. Porque queremos nos aprisionar ao momento que nos identificamos até então? Se não somos iguais, logo temos diferenças: buscamos coisas diferentes, pensamos diferentes...

A grande pergunta que não quer calar é...Algum dia vamos encontrar pessoas que correspondem com nosso tempo? Nos encontraremos no mesmo universo?

Seguidores queridos e malucos!